Monday, February 20, 2012

Nuevos Aires





















Estou mudando de pele,
Estou mudando de ares,
Estou sonhando outros sonhos,
Quero ir pra Buenos Aires!

Vanessa Aquino.

Sunday, February 12, 2012

Filme de Terror



Eu vi uns zumbis horrendos saindo da terra outro dia na tevê.
Logo pensei...
Quem imaginou isso não deve nunca ter visto brotar uma flor,
despontar o capim, nascer o amor.
Como poderia a terra, que tantas coisas lindas e apetitosas traz à luz,
trazer o inacabado, o carcomido e mulambento pensamento teu, senhor escritor?

Vanessa Aquino.
Foto: http://www.blackjungleterrariumsupply.com/Carnivorous-Plants_c_17.html

Saturday, December 10, 2011

Like a mother


Even before the roughest attitudes of humanity and the most arid scenarios we create with our childish purposes, beauty and nature still find their way out.

Como uma mãe

Mesmo diante das atitudes mais atrozes da humanidade e dos cenários mais áridos que criamos com nossos objetivos infantis, a beleza e a natureza ainda encontram saída.

Vanessa Aquino

Photo: http://sqoutfitters.com/Nature.htm

Thursday, September 15, 2011

Cora Coralina

A Cora é um pedaço do amor que a terra nos levou! 
Mas, a revanche... ela nos deixou seus filhos versos, 
seu olhar poético, seus braços palavras e nos alcançou!

Vanessa Emmanuelle.

Saturday, August 20, 2011

O mar que o céu recorda

Quando a noite se assenta sobre o acampamento e os homens deixam o manso véu andino que cobre as montanhas para ir jantar nos prédios de lata, saio furtiva da casa da fazenda a explorar a noite como se fosse só minha.
Não há ninguém, só eu estou no mundo e me ponho a caminhar pelo pomar, com suas árvores secas pelo inverno gélido e a vigiar as estrelas cadentes sem fazer pedidos, porque é bobagem fazer pedidos num mundo onde não há mais ninguém.
Ao alcançar o pasto espanto os pássaros invisíveis que se recolhem por trás do capim.  Assustados, voam com seus piados esganiçados me indicando a direção que tomam sem jamais me deixar vê-los.
Então visito os bichos sonolentos que moram no curral e que não sei bem se por sono ou por medo de mim, não fazem o menor ruído.
Depois dou pra observar o céu que de tantas estrelas me estarrece. Elas caminham sobre mim, me assombram e seduzem. Abduzida me encontro na porteira. Perdida, ando no meio da estrada e fico pensando que provavelmente os céus são o reflexo do oceano que esteve aqui um dia, com suas miríades de estrelas marinhas e algas com textura de Via Láctea. Isso provavelmente explica os terremotos.
Pouco me importam as explicações científicas ou os estudiosos com suas teorias. Pois eu, quando ando lá fora olhando para os mares celestiais, só consigo pensar que a terra, ao mirar o espelho do céu e ver o rosto que guardou sua juventude, só pode mesmo reagir com sobressalto...
...Disseram-me que há terremotos na província de San Juan, mas que terra não estremeceria diante deste céu?

Vanessa Aquino.

Sunday, May 29, 2011

Desacreditar...



                                                                    Foto: Vanessa Aquino.
"A cada dia que passa Deus esta tão mais em mim que preciso crer menos nele." Vanessa Aquino.

Friday, April 8, 2011

Back to the city


Vuelvo al sur...
Maybe tango,
Maybe mambo,
The city invites
And I... "compiango".

Vanessa Aquino.

Thursday, March 31, 2011

Art Gallery

Foto: Vanessa Aquino. (Pico de Arita - Andes)

I'm here,
There's nothing around
except by some of the most inspired art works of God.
Yes, I found one of the best art galleries in the world.

Vanessa Aquino.


Estou aqui,
Não há nada ao meu redor,
exceto por algumas das obras mais inspiradas de Deus.
Sim, eu encontrei uma das melhores galerias de arte do mundo.

Vanessa Aquino.

Friday, March 18, 2011

Para viver / To live your life


Foto: Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Há apenas uma forma de encontrar as coisas mais belas do mundo; desarraigar-se da beleza que um dia encontramos e aprendemos a amar,  e ir amar outras belezas em outros lugares. 
No final nos damos conta de que absolutamente tudo é beleza e a sensação é de que vivemos intensamente.


There is only one way to find the most beautiful things in the worldextricate ourselves from the beauty we found one day and learned how to love, and then go love beautiful things somewhere else.
In the end we realize that absolutely everything is beautiful and the feeling is that we had lived intensely.



Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Sunday, March 6, 2011

Made of words

Junoesque...
...Someone found this word on me today.

Emmanuelle.

Tuesday, February 22, 2011

Poemas e Operações

Estou na sala de operações,
não há doutor,
apenas uns amigos.
O sistema elétrico está em pane,
os amigos tentam resolver.
O monitor não responde,
são muitos amperes para ler,
não sei somar...
Vozes de tanta gente
vozes saindo das caixinhas,
não há silêncio.
Um moinho gira lá fora.
Apesar de tudo isso ser tão importante, nada importa;
escrevo um poema na sala de operações.



18, Fevereiro,  2011

Vanessa Aquino.

Sunday, January 23, 2011

You

Photo: Tiago Lima




I don't know if I know you,
Perhaps I just imagine you,
Like I had a dream of who you would be.
Maybe... there's no you.

I probably stole your image
to match up with my ideal "you",
where the "you" I like is not you,
but the "you" who makes me happy.

As opposed to you, my ideal "you"
is probably boring, deprived of will
For I carry "you" everywhere
And I can't keep the real you.

My "you" will stay with me
And you... you're always apart.
So why do I long so much
My perfect "you" to be you?

Emmanuelle Aquino.

Thursday, December 23, 2010

Farewell




Farewell, farewell...
My wings are open...



Vanessa Aquino.
I'll miss it! Thanks to everyone who made it so wonderful!

Tuesday, December 14, 2010

Doubt...


"I don't know what to do 
to do not lose you without losing myself." 

(The Book Of Nothingness)
Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Photo: Vanessa E. De Aquino.

Friday, December 3, 2010

A mudança...

"O amor não muda o ser amado, muda você." (O Livro do Nada)

"Love doesn't change the one you love, it changes you." (The Book Of Nothingness)

Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Photo: Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Monday, November 22, 2010

Das Minas



Eu provavelmente nasci no berço da poesia. Lá, todo mundo vê poesia mais do que lê.
Meus amigos olham os céus e dizem: -Que lindo! Meus pais vêem as montanhas e dizem: Que maravilha! Senhoras passeiam pelos jardins e dizem: É Deus!
Já nas terras do norte não parece existir poesia. Todo mundo conhece a lua, mas do ponto de vista do médico.
Sabem seu tamanho, peso e distância e até quantas voltas ela dá, porém, ninguém fala da alma da lua. Debaixo de tantas luzes artificiais e análises científicas a lua fica até feia e sem uso. Acho que de vergonha por ser descaradamente desnudada pela ciência, ela esconde sua aura poética e enigmática.
Já nas Minas o povo faz questão de viajar pro mato onde a lua pode reinar misteriosa na escuridão do céu. Os mineiros vivem a poesia, mastigam-na com a comida do fogão à lenha, nadam na poesia em secretas cachoeiras e nostálgicos, caminham sobre ela quando encontram o barroco das igrejas de Sabará,  Ouro Preto e Diamantina.
Cá onde eu moro não tem poesia e eu fico me sentindo como uma canção do Chico, feito concha jogada no quintal e que embora enxuta, guarda o mar no seu estojo... um mar de morros, o mar de Minas.

Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Thursday, November 11, 2010

Changes


My radiation changes your cravings,
And you hug me.
My scent changes your desires,
And you kiss me.
My eyes change your direction,
And you meet me.
My mind changes again,
And you start it over… me.

Tuesday, November 2, 2010

A Nadadora



Eu não sei se ela nadava bem,
mas afundar não afundava.
Parecia mais estar dançando
uma espécie de balé aquático.
Talvez fosse atriz e ensaiasse
o movimento antes do desmaio
enquanto nadava de costas.
Talvez apenas nunca fora uma nadadora.
Talvez tenha faltado à aula de natação.
Talvez estivesse fazendo charme.
Quem sabe era só sua personalidade.
O que há de se notar é que
apesar do seu nadar tão despido
de técnica e eficiência
nadava poética inspirando-me
ao ponto de escrever-lhe versos.

Setembro, 23, 2010

Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Tuesday, October 26, 2010

Essa Menina

Para a minha menina a quem eu faço reverência.
10/10/10

Era menina-diana, era banho de rio, era muita esperteza, era branca e singela, não fala sua estória sem mudar de cor.

Era um camaleão, capitão de um navio, era meio chuvisco, era forte, era deusa, até boa de bola, era coisa de ator.

Era uma lata de leite, era boba, er'azeite, era um disse-me-disse, era imaginativa, faminta, amiga, expansiva e ardor.

Era risada gostosa, um jeito de gente, violão plangente, lembrava uma nega, era pele de lua e tinha um cobertor.

Essa menina que ensina, que pensa  e que drama, mais canta, mais dança que um fim de semana, parece comigo, mas lembra uma flor.

Era poeta, engraçada, enfermeira ela  era, futrica, bisnaga,  ‘té boa de briga, era bola-de-gude, cansada semana ela sente uma dor.

Era feito porcelana, de ferro e de fama, talento de anjo, dos gregos a trama, até mesmo a questão  que enforcou Calabar.

Eu vi crescer do avesso essa moça, essa mana, que cuida, me mima, me escreve e declama, dirige as vidas do seu altar.

Quando eu passar essa fase me dá outra vida com essa menina que é bem resolvida, pois a eterninade não vai lhe escapar.




Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Monday, October 25, 2010

A Aula de Dança

Ouvia música e era arrebatada, os pés se moviam suavemente e o corpo queria se entregar  aos acordes. A mente se perdia em devaneio, o coração palpitava e me fazia sentir renovada. Era amor, pensei. Precisava encontrar uma forma de libertar o corpo das cadeias da timidez, da auto-consciência, do olho do outro.
Encontrei uma escola de dança. Me inscrevi no curso de danças mais apaixonado possível. Sonhei com as aulas, me preparei. Comprei um vestido  com fitas vermelhas, uns sapatos cheios de más intenções, coloquei na minha bolsa o vestido, os sapatos e o coração.
Aterrisei no estúdio com brilho nos olhos, cabelos presos sem muita ambição, sorriso de lua e expectativas sem fim.
Quando o professor de dança chegou, nos explicou os princípios da dança e nos ensinou como contar. Ao ouvir tal heresia a dança se escondeu atrás do divã, a música tocou à força, os passos ficaram perdidos.
1,2,3,4,5,6,7,8.
1,2,3,4,5,6,7,8.
Aprendi a contar na aula de dança e a minha esperança se atirou pela janela. Meu corpo não sabe contar, quem conta são os matemáticos com sua mania de medir poesia. O meu corpo confuso não acertou sequer um passo. Frustração e um silêncio gélido me dominavam.
Fim de aula. O professor disse: “Se quiserem praticar podem ficar no estúdio.”
A música retomou o fôlego, e sem números dançando pelo ar, ela tocou delicada o assustado coração. Abracei o parceiro de dança e o corpo obedeceu seu comando. Eu podia agora dançar sem explicações, aquilo que jamais se poderá explicar.


Vanessa Emmanuelle de Aquino.


Tuesday, October 19, 2010

El Cuento de la Calle de Las Flores



Había una casa en la Calle de Las Flores donde crecía un rosal. Pero en cada año, al final de la primavera, apenas una rosa floría.

Era una rosa tan hermosa que todos se detenían frente a ella para admirarla. Pero lo que pasaba es  que después de ver la rosa, las personas no eran capaces de reconocer la belleza en todo lo demás. 

Toda la gente admiraba tanto aquella flor que todas las veces que la rosa se murria, a principios del invierno, las personas sentían sus vidas secas y pálidas. Debido a que no les era posible ver la belleza en cualquier otro lugar.

Curiosamente, todos los años cada vez más y más personas se reunian en frente de la casa antes del final de la primavera. Ellos deseabam volver a ver la belleza que no podían más encontrar en ningún otro lugar.

Poco a poco, la multitud empezó a desputar espacio delante de la casa, unos intentaban avanzar, otros empujaban los que tenían mejor ubicación para ver la rosa y de pronto, la gente empezó a matar unos a los otros con fines de tener la oportunidad de ver la rosa una vez más.

Cuando todos estaban muertos, miles de capullos de rosa florecieran a tal punto, donde no se podía ver nada en la calle además de los capullos de rosa, brillantes de color sangre.




Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Monday, September 27, 2010

Infinito Particular

Para a parte da minha alma que nasceu primeiro:
Ketely Aquino.

Conversamos muito sobre o corpo,
sobre as estratégias para fazê-lo ouvir a mente
e a mente ouvir a alma...
Através das palavras descobrimos juntas nossa classificação antropológica.
Com esse sentimento que nem o amor pode nomear anulamos a distância.
Bailando, sorrindo, imaginando e rindo de nós mesmas estamos agora em nosso infinito particular.

Tuesday, September 7, 2010

A cidade


É uma dança
A vida na cidade,  os andares, os andares
Pessoas vão, elevadores vãos... vãos
Luzes, ação, frenesi.

Altas torres abrigam o trabalho,
Pacatas passeatas alimentam guerrilhas cruéis,
Tudo dança nesta cidade.
-É um assalto! É um tiro!

Uns fugindo da justiça,
Uns matando pela paz,
Quem dá paz? Quem dá mais?


Vanessa Aquino.

Friday, September 3, 2010

A diar o dia





Ah o dia...
...em que banhei o corpo em teu olhar que ardia,
...em que nos braços teus quase morri tanta taquicardia,
...em que escondidos das trapaças nossa paixão podia,
...em que a poeira vermelha da estrada nossa roupa encardia...
O dia não queria parar  só por pura covardia.
A correr pr’oeste estávamos em nossa vã ousadia
Na tentativa doce e inútil de adiar o dia...

02 de Abril de 2010

Vanessa Aquino.

Thursday, September 2, 2010

Alma gêmea

Encontrei minha alma gêmea,
mas ela não me reconheceu...
Acho que vou cortar meus cabelos.

Vanessa Aquino.

Thursday, August 26, 2010

Letal


Enquanto fazia uma longa caminhada e falava sobre as coisas da vida e o prazer do autoconhecimento um companheiro de viagem me perguntou com ares de ironia:

“-Se realmente te conheces tanto, conta-me, o que em ti é letal? Enfim, és capaz de dizer qual parte de ti pode ser tão nociva, venenosa, dura a ponto de matar um coração?”

Após a pergunta ponderei, pensei e caminhei continuamente sem dar resposta. Mas sendo o meu companheiro um tanto sagaz, após um longo silêncio me disse:

“Tens razão. O teu silêncio é fatal. Por favor, não me prives das tuas palavras.”

Vanessa de Aquino.

Wednesday, July 21, 2010

"... e quando ele me viu ensimesmada tentando equilibrar uma grande rocha debaixo de meus pés, comprou-me uma dúzia de borboletas encapsuladas em seus casulos..." (O Livro do Nada)
Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Sobre a liberdade

"Para ser livre liberte tudo aquilo que você ama..."
"To be free, free everything you love..."

Vanessa Aquino - O Livro do Nada

Tuesday, June 29, 2010

About The Liars

Do you know how it is when the circus arrives in a village?
Everybody gets excited. People want to watch the show, see the artists, be friends with the clowns, fall in love with the trapeze artists, re-connect with the dreams their souls have forgotten.
The show starts and the artists fill up the audience's heart with dreams and promises... some of them are true, but most of them are like soap bubbles, light spheres dancing through the space, so beautiful, so colorful, but totally empty and ephemeral.
The circus can't stay for too long, it has to go before the delicate bubbles fall in the audience's hands and vanish. The circus goes away silently and heavy.
Where is the circus? - The city pleads for the dreams and promises the artists brought, but it gets back to its routine as the truth comes up.
Goodbye colorful bubbles... goodbye empty promises... goodbye adorable liars...

Monday, April 12, 2010

Águas D'alma

Estou cansada do pão de cada dia,
Quero um banquete regado a vinho.
Onde está o Deus que se renova?
N'algum lugar profundo dessas águas...
Onde está a Palavra que me cega
E torna o coração apto a visão?
Beberei um rio inteiro a encontrar
Palavras para um mundo restaurar.

Vanessa Emmanuelle.

Wednesday, March 31, 2010

Boemia Aposentada



Ah! Eu não aguento mais ficar aqui parada,

TV ligada até de madrugada,

Enquando a lua brilha na calçada.


Friday, March 19, 2010

Musical



Eu sou essa moça dos cabelos em desalinho
cujas ancas firmes decidem onde irão os olhos do desejo.
Eu sou essa moça que com as mãos
Acorda os ouvidos dos famintos,
Aguça o paladar dos cegos,
Excita os olhos dos mudos.
Eu sou essa mulher que continua até o fim do corredor
Dançando com pares que se mesclam com as sombras
e que se vão com a iluminação do sol.
Eu sou o ritmo nos seus pés a batucar
E a sonoridade que ensina às notas o seu tom
Eu sou a síncope e o pulso dessa dança louca,
O contraponto desvairado dos seus passos.
Cárcere e liberdade se equilibram em mim,
E se me chamam música é que eu queria assim.

Thursday, March 4, 2010

Bolhas de Sabão


Vejo teus cabelos ao vento,
O dia ensolarado e febril,
Céu de brigadeiro,
Teu riso solto no ar.
Nossas mãos nos segurando,
Tua alegria é agora a minha,
Teus passos são agora os meus,
Estamos completos, felizes, contentes,
Em nossa imensa bolha de sabão.

Vanessa Emmanuelle de Aquino.

03/08/2004

Tuesday, February 23, 2010

Sonhos de Sonhar


Eu nunca fui de realizar sonhos.
Eu sempre gostei de sonhar sonhos.
Se os sonhos se realizaram, foi assim por simples acaso ou por vontade de Deus.
Talvez esse completo descaso pela realização dos meus sonhos, sejam sinal da confiança que tenho...

Eu aprendi a confiar na vida.
Deixo que ela, a vida, brinque com minhas fantasias,
Lembre-me de sonhos que eu esqueci
E guie-me pelo jardim onde plantei desejos.

...A vida, por mais real que possa parecer, é feita unicamente de sonhos.

Vanessa Emmanuelle.

Sunday, January 31, 2010

About My Father


"Pater Noster, qui es in caelis:

sanctificetur nomen tuum: adveniat regnun tuum:
fiat voluntas tua sicut in caelo et in terra.
Panem nostrum quotidianum da nobis hodie:
et dimmite nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.
Et ne nos inducas in tentantionem.
Sed libera nos a malo.


Amen."

God reminds me of my father, for more than a father, it was him who taught me a little bit of the language that seems more likely to be the language God speaks (Although I know God doesn't speak languages... He is the Verb and every verb is part of Him, no matter in what language our hearts speak).

It was also my father who showed me the beauty of Creation, the tenderness of the cultivated fields, the virtue of kindness and so many other magnificent things we have inherited from God.

My father seems like God, because he hides himself regardless of his infinite love, because he acts on my behalf without ruling, without worrying if the good things that happen are going to be his merit or if his children will simply think they are lucky.

I have no luck. I have the sword of good will in my right hand and the shield of justice in front of me.
I have no luck. I have a Father that for so much love gave me another father, so I could get closer to the essence of God and so we could talk promptly and with more substance.

May God allow me to keep this divine connection for many years and that I can have the happiness of sharing with my siblings the fascination it is to have a father that is so much similar to God in his wisdom, patience, selflessness and love.

Amen.

Vanessa Emmanuelle.


This text was written in 2007 and translated now in 2010, so I could share the divine experience I have with my Father with more people. I hope the translation is good enough...


Tuesday, January 19, 2010

About a Special Guy


When my friend came to ask me about the pains of his heart I made him the gift of this book. As I was concerned that he could be deceived by the simplicity of the words Saint-Exupéry used I decided to give him some keys to start opening some real doors:

My dear,

This book, The Little Prince, was not meant to be read by kids, but by those who find the kid inside themselves.
I know that you, like the Little Prince, can see beauty and nature as more valuable things than the values society imposes to us.

This Little Prince, like you, was living alone on his own planet having almost no friends and not much going on in his life.
One day he is gifted a rose. His flower perfumed his planet and even though she was not too modest, she was still exciting and so moving the Little Prince would feel happy. Isn't it what happens when people find someone that can finally give colors to their black and white lives? And why are we always confused with them despite the freshness they give to our souls?
Well, be prepared, flowers are never easy to understand, basically because they are not meant to be understood. It's the Little Prince who says: "I ought not to have listened to her," (...). "One never ought to listen to the flowers. One should simply look at them and breathe their fragrance. Mine perfumed all my planet. But I did not know how to take pleasure in all her grace."

I know, just a few men can be like our little friend. Although every single man carries a kid inside, most of them forget about it... Some devote themselves to their vanity, others to their shame and although we all know it's very ugly to be too conceited or too weak, they were the first ones the Little Prince met on his journey. Therefore, learn this - people are frequently deceived by vanity, pride, power or failure and for this they cannot take care of any other thing than themselves. My friend, don't become one of them, there are many out there already. One cannot look at the stars or find love by looking at himself in the mirror.

It looks like it took some time to the Little Prince to understand that friendship is scarce in Earth and that you have to give more than receive. As you will see, the Prince was so impatient to go on and make new friends, if it was not for the fox to beg him to stay and tame him, the Little Prince would have lost a great secret just a friend can tell. Well, the secret... I'll let the fox tell you. But I have to let you know this - to avoid deception you should like your friends more than they like you and give them more than you have. The impossibility of giving more than you have is what makes the miracle of friendship or love... trust me on this.

Indeed it is a friend's responsibility to help you to see better. This is why I'm giving you this book, but I'll give you an extra key in case you find your rose too complex. Like the rose the Little Prince loved, your flower can make you feel guilty, but still set you free and you may not understand it. Oh! Explaining love is useless, but sometimes it's necessary to be apart to know a rose better and genuine roses know it.

One more thing, just a relationship can give meaning to things in your life. As the fox cries out "Oh! I shall weep" when the Little Prince announces he is going away, we learn that it is still worth it because of the wheat fields. Don't be silly, the wheat fields are anything you found meaningful because of a relationship, just like the T means a lot to me just because it sings the songs you used to sing to me when I was sad... when we used to commute together. Now you're not close anymore, but I still have the T...

Still, you may ask me if it's too late to retrieve your perfumed planet. I believe there's always a way, but it may hurt you. If you are taking the risks go see what the Little Prince has to tell you.

Love,

The Fox!

Vanessa Emmanuelle.

Tuesday, August 18, 2009

Got a question?


What is family if you don't care more about them than about yourself?
What is friendship if you don't spend your time with your friends?
What is love if you don't deny yourself your own wishes to please someone else and still be the happiest person ever?

Friday, July 31, 2009

Amor de infância


Na última vez que o vi éramos crianças

Me lembro o olhar que tinha

Meu cabelo a hipnotizar seus olhinhos tontos

Tontos de desejo e éramos apenas crianças


Eu ainda que envergonhada pegava sua mão

Sentia seu coração tremer.

Ele se calava e eu sorria

O vento nos libertava da nossa tensão.


Brincávamos de ser o futuro

Imaginávamos sermos os heróis que hoje somos

Mas não imaginávamos esta distância

Éramos inteiramente um do outro


A infância terminou, o sonho adormeceu,

Ele se mudou, eu me formei

Encontrei com ele na rua, eu disse “Olá!”

Ele eu não sei.


Só sei que éramos crianças

Exatamente em algum lugar do passado, na recordação.

No presente momento, no futuro encontro,

No mundo todo e na imensidão.


July 09, 2009.

Vanessa Aquino.

Monday, June 29, 2009

The Beginning - O início

Contos de Passarinho

Naquela manhã de Abril, avistava-se, construído na beira de um telhado, feito cuidadosamente de capim e gravetos, um pequeno ninho . A delicada estrutura, ainda que possuindo muitas arestas, escondia dentro de si um terrível tesouro.
Pintado de marrom escuro em claro fundo, o pequeno ovo deitado ali no ninho não parecia mudar muito sua aparência no decorrer dos dias, mas lá dentro, protegido atrás da fina casca, escondia-se um milagre, um segredo, uma mudança.
Dentro do ovo gema e clara se encontravam, se tocavam, se mesclavam, se transformavam. Aquela pequena casca de ovo trazia dentro de si um início, o início de todas as idéias, de todos os desejos, de todos os segredos construídos. Era um início que apenas necessita de um pequeno vazio para engravidar.
A medida que crescia, o pequeno início tomava forma, criava asas e se preparava para viver em outra esfera. A frágil casca que o suportava e continha, preparava ali um ser que fora designado para viver não dentro e sim do lado de fora de si, como se fosse óbvio que tudo aquilo que cresce devesse então passar para outra esfera... ainda assim, a prática óbvia da vida não parece esclarecida suficiente à maioria dos seres viventes.
Quando estas duas palavras:gema e clara, se tornaram carne, poderia-se dizer que existia ali um pássaro. A pequena ave, ainda tão diminuta, não era ainda conscientemente um passarinho. Era ainda preciso esperar que desejasse ser passarinho, que quisesse voar, que quisesse mais do que o conforto e a proteção da pequena casca. Ainda era cedo demais para que passarinho e alma de passarinho estivessem juntas em um só.

Vanessa Emmanuelle de Aquino.

Sunday, May 17, 2009

About the Journey




Do you wanna bet I'll die before you?

Who would say that? It could be so random to hear it, but people are saying it all the time. Dying is not just about not being in the world, it's a lot more about not living with your entire soul and succumb inside because you're too busy doing what society wants.

The blindness of social status have got most people so hard it's even impossible to notice how wrong they are about the way life's been lead by the power of Occidental society full of targets, goals, impressions and pretension.
Macro or micro universes are usually full of this race to die first when what really matters is the journey...

Suddenly I was on this race, people were rushing on their way towards "The Goal". Everyone was wearing a colorful shirt saying: I'm cool because...! I guess each one would complete the phrase the way they think it would be more impressive. It was a long walk, something about a lifetime.
Some people were prepared wearing nice walking shoes, light clothing and light backpack containing extra clothes and some provision. Some were wearing jeans, boots and heavy coats... well, who knows how the weather will really be?
Right at the beginning some people were rushing, trying to get in front of the others on their way.
Almost everybody walking was part of a flock, team or couple. As I was part of one group I was trying to stick together and the group, as well, was rushing. I found it uncomfortable because when I walk I like to contemplate what is around... but there was no time, there were a bunch of checkpoints to stop by, people and teams we would have to pass, miles to count, the goal to reach, the sweet ice cream to catch at the end and everything to prove you did your journey according to the rules.
Well, - who cares about the rules? - I wonder and 30 thousand people would say: "I do!" My surprise is to see that so many people would rather hurt themselves instead of taking a break. What is wrong with that? What is the purpose of it? "There's a purpose!" - They say, but not a reasonable one. At the end they always wonder: Who has arrived first?
Keep walking! - The signs on the way were saying and I was wondering if we know already where the end of the journey is and how it is, why not slow down and smell the flowers, appreciate the landscape and feel more pleasure from your walk. Some people make fun of it and can't understand that the journey is more important than the arrival.
I'm happy that I could sit down under the charming short trees by the river and that I took time to see the details of the houses around... unfortunately, most people just at the end, when they are very tired decide to slow down and pay attention to all the beauty life brings us and they can't remember how beautiful it was the whole time.
Everybody gets to the end, the well-prepared people, the not-so-well-prepared ones, there's no reason to race but they keep betting, playing games among themselves. Everybody plays the games and races...boyfriends and girlfriends, parents and kids, siblings, bosses and employees... but every single person gets to the end and surely they are all exausted. Tired of the walk, of themselves and tired of the games.
Sadder than that is to see in their eyes the deception when they realize, (if they realize), that they have finished the walk without seeing how beautiful the garden was or, how greatful the smell of the blossom tree was, when the sweet ice cream was not so sweet and not so important to make it worth it to race and miss those moments we sometimes call life.


Vanessa Emmanuelle.

Photos: Vanessa Emmanuelle and Viviane Souza.


Friday, May 8, 2009

Sobre a Mágica Palavra


Eu não sou poeta, sou uma encantadora
Encanto com palavras o que é morto e incolor
Sopro as palavras ao vento
E como bolhas de sabão elas encontram olhos infantis que querem brincar
Eu falo do amor onde vejo miséria
E da miséria onde há amor
eu faço da distância a corda que me puxa
e da saudade a força que me empurra
Eu não sou poeta, sou mágica,
Com a chave certa abro a caixa encantada que guarda o seu coração.
Eu desenho rios, lagos, cachoeiras, delícias que inundam a alma
palavra por palavra na sua imaginação.
Voce me lê e eu te descubro
colorido ser entre a paisagem.
Ah! Que bom seria se tudo fosse poesia
Pois eu sei bem que a força única que materializa o dia
mora em você e mora em mim
e pode ser falada, escrita, lida, ouvida
Eu não sou poeta, sou alquimista
misturo as palavras que te fazem borbulhar
e de ti fazem nascer borboletas furta-cor.

Thursday, April 30, 2009

Birthday


I wanted to give you a flower
Any daisy raised by the road
That could tell you about my love
Even though there was nothing being said.
I wanted to put together all the mornings, all the sunsets
All the fallen stars, all the smiles, tears and forgetfulness
All the hugs, all the coolness
All the enthusiasms that we could never live together
And give them to you on an infinite moment
As a way to return what we cannot live anymore.
I wanted to catch some rain with you
Just to remember
That the price we pay for living
Is the waiting for all is given to us for free
And not this ingrate quotidian we chose as routine.
I really wanted to give you a kiss and a smile
Even for a brief moment
Even as a unique one
Because other way I cannot see to dedicate
Mind, body and soul
To the one who hurts, without purpose, my own heart.

Vanessa Emmanuelle. July 2006
Translated by Vanessa E. Aquino.


Aniversario
Queria dar-te uma flor
Margarida qualquer nascida na estrada
Que pudesse dizer do meu amor
‘Inda que não dissesse nada
Queria somar todas as manhãs, todos os pores-do-sol
Todas as estrelas jogadas do céu, os sorrisos, lágrimas e esquecimentos
Todos os abraços, os arrepios
E entusiasmos que não vivemos juntos
E dar-te-os em um infinito minuto
Como forma de retornar o que já não se pode viver.
Queria eu tomar contigo um banho de chuva,
Apenas para relembrar
Que o preço que se paga para viver é a espera pelo que nos é dado de graça
e não este cotidiano ingrato que escolhemos como rotina.
Queria mesmo dar-te um beijo e um sorriso,
Ainda que por um breve momento
‘Inda que unico,
Porque outra maneira nao vejo de dedicar
a mente, o corpo e a alma a quem machuca
sem querer o nosso coracao.

Vanessa Emmanuelle de Aquino.
July 2006

Friday, April 24, 2009

Sobre as especiarias metafísicas


Tenho tantas conexões com pessoas tão especiais que nem distância, o tempo ou o universo inteiro desanima, desbota ou engana esta afeição.
Às vezes nos falamos, às vezes nos lemos, às vezes nos pensamos, às vezes telepatia encaixa, às vezes o coração encolhe... tem muito amor, mas tem mais... as palavras são poucas demais.
Vem, conta a sua história que eu quero ouvir. Sua história é agora minha também e a nossa metafísica desenha o caminho pra nós. Que bom ter vocês aqui e no lá do lado de lá. Quem conecta sabe do que falo, quem não conecta não termina de ler... não tem problema, hoje é pra vocês que sabem do que fala a essência do meu coração.

Aqui um pequeno poema, se me permitem... é de uma conectada, desde a minha infância muito estimada...

PRA VOCÊ

BORBOLETA,BORBOLETA QUE SINGELA ÉS, QUE GRACIOSA, QUE ENCANTO.
COM A LEVEZA DE UMA BOLHA DE SABÃO BAILA NAS CORES DAS FLORES
E MARCA OS CORAÇÕES.

ÉS TÃO PRIVILEGIADA DE POUSARES DE FLOR EM FLOR
TODAS TE QUEREM, TODAS TE ESPERAM E PARECE DIZER:
VEM BORBOLETA VEJA O QUE GUARDEI PRA VOCÊ.

QUE AFORTUNADA TU ÉS DE DESFRUTAR COM TANTA INTIMIDADE
DO PERFUME DAS FLORES, DA BELEZA DOS JARDINS, DE SER UMA
BAILARINA NOS ARES DE TER UMA BELEZA SEM FIM.

*AÍ MANU FOI FEITA ''PRA VOCÊ'' COM MUITO CARINHO.
OBRIGADA POR ME INSPIRAR.



Obrigada pelo carinho.

Emmanuelle Aquino.