Wednesday, April 11, 2012

Em Si Bemol

Para Thiago Faioli

Tu és,
meu Manoel de Barros em Si bemol.
Decifrar-te a impossibilidade em verso
aninhada nas nuances dos teus tons é vão.

Amei-te ouvido e boca e nunca mãos,
Nós nunca nos tocamos mais que a alma
Queria nos despir da aura, intrínseca poesia
Amar-te funda e lenta'té tocar-te a carne.

Vês que a cultura e a boemia
Tão pouco nos uniu, posto que a vida
é mesmo um gira-gira e nos sugou
matéria e féria então nos apagou,
da mente o que se sente
e nos matou.

Vanessa Aquino.





4 comments:

Fernanda Fraga said...

Um dos meus poetas preferidos...
Ele conseguiu com delicadeza trazer o cotidiano nos versos, né?

E seu poema soa como uma sonata ao piano em uma tarde de domingo onde deitada por entre as árvores frondosas.
Beijos.

Anonymous said...

Digno sintomas Manoelísticos!
K.

Thiago T Faioli said...

Quem anda no trilo é trem e, a riqueza do homem é essa incompletude. Já dizia...!
Resplandece em fulgor, minha alma, que não se mede em fita, as palavras desse lepdóptero mulher Emmanuelle ;- )
Um grande abraço nesse atenro coração
Thigo Faioli

Thiago T Faioli said...

Quem anda no trilo é trem e, a riqueza do homem é essa incompletude. Já dizia...!
Resplandece em fulgor, minha alma, que não se mede em fita, as palavras desse lepdóptero mulher Emmanuelle ;- )
Um grande abraço nesse atenro coração
Thigo Faioli