Friday, September 3, 2010

A diar o dia





Ah o dia...
...em que banhei o corpo em teu olhar que ardia,
...em que nos braços teus quase morri tanta taquicardia,
...em que escondidos das trapaças nossa paixão podia,
...em que a poeira vermelha da estrada nossa roupa encardia...
O dia não queria parar  só por pura covardia.
A correr pr’oeste estávamos em nossa vã ousadia
Na tentativa doce e inútil de adiar o dia...

02 de Abril de 2010

Vanessa Aquino.

3 comments:

Fé Fraga said...

Gostei desse trecho:

A correr pr’oeste estávamos em nossa vã ousadia
Na tentativa doce e inútil de adiar o dia..
É sempre bom te visitar aqui...
Um beijo,
Fé Fraga.

kikoroka said...
This comment has been removed by the author.
kikoroka said...

Há poesias com sabores,sabor na imagem, sabor na lembrança, sabores nos saberes como, talvez, diria Ruben Alves. Essa é uma daquelas que também tem sabor nas letras que escorregam por nossa língua e a gente não quer parar de ler em voz alta a poesia... É tão gostoso quanto comer algo gostoso, isso, sem falar nos outros sabores da poesia.